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Imagem de Control Resonant
Review

Control Resonant – Uma boa primeira tentativa de fazer algo diferente

Por Posted byVinicius Abreu |

Sete anos após o primeiro jogo da série, Control Resonant chega sendo mais do que apenas uma expansão de seu antecessor. Com uma jogabilidade completamente diferente, a Remedy tomou a louvável decisão de sair da zona de conforto e se arriscar em um novo gênero, mas que infelizmente acabou se tornando o ponto baixo da experiência do novo título.

História

Após acordar do coma, Dylan descobre que, além do Ruído, uma nova ameaça está afligindo Manhattan. Além disso, sua irmã e diretora do FBC, partiu em uma jornada cujos objetivos apenas ela conhecia, deixando para Dylan a missão de combater essa nova ameaça.

No geral, a história do jogo é boa, mas inferior à de seu antecessor e longe do nível apresentado pelo estúdio em Alan Wake 2. Mesmo assim, a jornada de amadurecimento de Dylan ao longo da campanha é muito bem construída.

A relação entre Dylan e Jesse no passado também é muito bem explorada, principalmente pela forma inesperada, e excelente, que a Remedy escolheu para contá-la.

Jogabilidade

Dylan usa a Aberrante, uma arma capaz de mudar de forma e assumir o aspecto de uma grande variedade de armas corpo a corpo.

Apesar dessa variedade entre armas primárias, secundárias e finalizadores de combo, senti que o combate do jogo é “engessado”, principalmente pela falta da possibilidade de mesclar ataques primários e secundários para criar combos, como em um hack and slash tradicional. Independentemente das variações da Aberrante equipadas, os comandos de ataque corpo a corpo se resumem a completar um combo primário, apertando quadrado repetidas vezes; completar um combo secundário, apertando triângulo repetidamente; ou interromper o combo primário antes do último golpe para finalizá-lo com um ataque secundário.

Para mim, isso fez com que o combate se tornasse repetitivo rapidamente, passando a sensação de que todas as seções de ação eram praticamente iguais.

Quanto aos poderes, a Remedy expandiu as opções presentes no jogo. O problema é que, ao longo da aventura, sempre que um novo poder é desbloqueado, você deve escolher apenas uma entre duas ou três opções disponíveis. É possível alterar as habilidades escolhidas usando itens de redefinição, mas, ao fazer isso, também é necessário redefinir completamente toda a árvore de habilidades para montar uma combinação que funcione melhor com os novos poderes selecionados.

Já em relação às batalhas contra chefes, com exceção de duas que são realmente interessantes e divertidas, as demais não têm nada de especial ou memorável. O último chefe, em particular, é uma grande decepção.

Mundo aberto e exploração

A Manhattan de Control Resonant é, com certeza, o melhor aspecto do jogo. Explorar o mapa, principalmente em seções onde há muitos pontos para utilizar os poderes de gravidade de Dylan, é extremamente satisfatório.

O jogo está sempre recompensando a exploração, seja com novos documentos que expandem a história desse mundo, com um puzzle escondido dentro de uma loja que pode render um baú contendo melhorias para a vida ou os poderes de Dylan, ou com a descoberta de novas linhas de missões secundárias.

O mundo também é lindo, muito por conta da direção de arte da Remedy, que utiliza a paleta de cores de forma magistral para fazer com que cada área seja única, para além de seu level design.

As missões secundárias também são excelentes, indo além do simples ato de ir do ponto A ao ponto B derrotando inimigos, e contam com narrativas muito bem construídas. Claro, o jogo também tem diversas tarefas genéricas, como derrotar inimigos em um ponto específico ou proteger um local de hordas de inimigos, mas a qualidade das “missões secundárias principais” compensa essas atividades repetitivas.

Desempenho

Jogando no modo desempenho do PlayStation 5, Control Resonant apresentou quedas de FPS ao longo de toda a campanha. Durante os combates e também nos momentos de exploração, o jogo sofre com pequenas oscilações de desempenho. Felizmente, nada muito brusco ou capaz de comprometer significativamente a experiência.

Quanto aos bugs, encontrei apenas um ao longo do jogo. Apesar de não afetar a progressão ou causar problemas mais sérios, ele acabou se tornando irritante pela frequência com que ocorria. Sempre enquanto estava na primeira área do jogo, Dylan repetia constantemente o mesmo diálogo relacionado a um documento específico.

Conclusão

Control Resonant é o ápice da Remedy em termos de level design. Explorar cada canto de Manhattan foi uma experiência agradável do início ao fim, a ponto de eu evitar ao máximo o uso das viagens rápidas para me deslocar. Infelizmente, o combate não me agradou e, após cerca de 10 horas de jogo, tudo o que eu queria era evitá-lo.

Apesar disso, mesmo não gostando do sistema de combate, o esforço da Remedy em tentar algo novo, para os padrões do estúdio, em vez de jogar seguro, me faz esperar ansiosamente pelo futuro da franquia Control.

Control Resonant está disponível para PlayStation 5, XBOX Series X|S e PC.

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Control Resonant
Control Resonant Publisher: Remedy Entertainment Desenvolvedora: Remedy Entertainment
Nota: 7.5
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