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Imagem de Pragmata
Review

Pragmata é mais um excelente jogo de pai triste

Por Posted byVinicius Abreu | Publicado em - Editado em

Depois de muitos adiamentos e quase seis anos após ser anunciado, a nova propriedade intelectual da Capcom, Pragmata, finalmente chegou ao público. O shooter em terceira pessoa com elementos de hacking conta com uma jogabilidade frenética e se destaca pelo carisma de seus protagonistas.

Enredo

Após a instalação lunar de pesquisa da Delphi perder comunicação com a Terra, Hugh e sua equipe são enviados para investigar o problema. Um terremoto, porém, resulta na morte de toda a equipe. Hugh é salvo por D-I-0336-7, ou Diana, uma androide solitária que deverá unir forças com ele para escapar da instalação, agora sob o controle de uma IA rebelde.

A história central de Pragmata é bastante simples e até previsível, mas ainda funcional. Uma parte considerável da trama, incluindo detalhes de um personagem importante, é revelada por meio de arquivos de texto espalhados pelo cenário, e é essencial lê-los para ter uma experiência completa.

O grande destaque está na interação e no vínculo criado entre os protagonistas ao longo da jornada, principalmente por parte de Diana e sua curiosidade sobre o nosso planeta.

Jogabilidade

O diferencial de Pragmata é a mecânica de hacking. Para os tiros terem efeito, Diana precisa hackear os inimigos para expor sua fraqueza. Ao mirar, o jogador deve mover o cursor na grade do ponto A até o ponto B. Concluída a ação, os pontos fracos dos inimigos ficam expostos por tempo limitado.

Conforme o jogo avança e novos inimigos são introduzidos, o sistema de hacking também se torna mais complexo, com grades maiores, além de ícones de erro que, ao serem atingidos, reiniciam a ação de hacking, e ícones que retardam o processo.

Em termos de dificuldade, o título oscila entre o fácil e o equilibrado. Batalhas contra poucos inimigos acabam sendo simples demais, até mesmo chefes, por facilitar a conciliação do hacking com a esquiva e o posicionamento na arena. Já os confrontos contra vários inimigos são extremamente divertidos, sendo preciso acompanhar o hacking e se manter atento ao posicionamento dos adversários ao redor, que atacam constantemente. Essas lutas acabam sendo mais memoráveis do que as batalhas contra chefes e representam o ponto alto do combate.

O jogo oferece uma boa variedade de armas: o conjunto principal, de dano moderado, armas que causam dano massivo e opções de suporte, usadas para distrair, derrubar, imobilizar e auxiliar no processo de hacking. Em batalhas contra múltiplos inimigos, é essencial usar tudo à disposição para não passar aperto. Como as armas secundárias são ‘descartáveis’ (com munição limitada), muitas vezes será necessário usar armas diferentes do habitual, o que impede que o jogador mantenha sempre o mesmo estilo de combate.

Já com Diana, é possível equipar nódulos que infligem status negativos aos inimigos, podendo paralisá-los, reduzir ainda mais sua defesa enquanto expostos ou confundi-los para atacar aliados.

Ambientação e Trilha Sonora

Imagem de Pragmata

Com exceção da recriação de Nova York, nenhum outro cenário de Pragmata é marcante ou muito inspirado. A maioria segue o padrão esperado de uma obra futurista ambientada no espaço: ambientes dominados por pisos e paredes brancas por todos os lados.

A exploração dos cenários é ‘ok’. Vale mais a pena explorar cada canto do jogo para encontrar arquivos e se aprofundar na história do que coletar recursos extras para aprimorar o personagem.

A trilha sonora segue o mesmo padrão dos cenários: pouca inspiração, com exceção de um momento-chave da história. Durante os combates, é provável que você nem perceba a música de fundo.

Desempenho

Embora a RE Engine seja reconhecida como uma excelente engine, principalmente para jogos lineares com cenários fechados, no Xbox Series S, onde joguei, os gráficos em algumas seções são sofríveis, principalmente quanto à qualidade das texturas. Isso não ocorre apenas em áreas distantes ou “escondidas”, mas também ao longo do caminho principal, de forma bastante evidente. É inexplicável o jogo estar nesse estado, considerando que Resident Evil Requiem, lançado há dois meses, apresenta qualidade gráfica muito superior no mesmo console.

Já quanto à performance, o título roda de forma estável em 60 FPS, sem quedas perceptíveis ou bugs que comprometam a experiência.

Conclusão

Pragmata é um grande acerto da Capcom na tentativa de fazer algo original. Com um combate divertido e uma história simples, mas eficaz, apoiada em dois protagonistas carismáticos, o jogo consegue entreter ao longo de suas 15 horas sem ficar cansativo.

Pragmata está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC.

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Pragmata
Pragmata Publisher: Capcom Desenvolvedora: Capcom
Nota: 8.5
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