Com Forza Horizon 6, após anos de pedidos, o Festival Horizon finalmente chegou ao Japão, e a Playground Games não decepcionou ao entregar um jogo que aprimora tudo em relação ao seu antecessor.
O prazer de progredir

Forza Horizon 6 marca o retorno do sistema de pulseiras, que por si só já corrige o maior problema de Forza Horizon 5: a inexistência do senso de progressão.
Ter que correr com carros de categoria mais baixa para desbloquear a próxima pulseira após o grande evento de exibição, e só então poder usar veículos de uma classe mais alta, torna tudo mais orgânico.
Como nem tudo é perfeito, Forza Horizon 6 apresenta um problema bobo em sua progressão: o jogo não oferece corridas suficientes para alcançar a pulseira dourada. Isso nos obriga a concluir diversas “atividades secundárias”, como radares, áreas de velocidade, saltos e zonas de drift, para conquistar a última pulseira, o que acaba gerando uma sensação de cansaço pela repetição dessas tarefas.
Ainda assim, o título nos dá liberdade para usar carros de qualquer categoria em uma série paralela de corridas, que não está diretamente ligada ao Festival Horizon. Dessa forma, se a dinâmica de subir no ranking do festival começar a cansar, você pode simplesmente colocar seu Mercedes-AMG One, recebido como prêmio de fidelidade, para acelerar em uma disputa.
O jogo mantém o sistema de roletas, mas, felizmente, agora está muito mais equilibrado do que em Forza Horizon 5. Ganhar um supercarro atrás do outro, além de grandes quantidades de dinheiro, é muito improvável, eliminando aquela sensação de que você está recebendo tudo de mão beijada.
O destino tão aguardado

O Festival Horizon finalmente desembarca no Japão, trazendo cenários deslumbrantes, como já era de se esperar. O jogo apresenta uma ampla diversidade de biomas, resultando no melhor mapa da série.
O grande destaque, porém, é a região de Tóquio, a maior área urbana de toda a franquia, sendo uma excelente recriação da metrópole e que impressiona pela grande densidade de prédios, além das características ruas estreitas e pontos turísticos.
Apesar do excelente trabalho da Playground em recriar a metrópole, fica a sensação de que ela foi subaproveitada nas corridas. Há pouquíssimos circuitos dentro da cidade e, se desconsiderarmos aqueles concentrados na área portuária, o número, que já é pequeno, torna-se ainda menor.
Pouca personalização

Além do drifting, a cultura automobilística japonesa também é marcada pelo tuning e pela personalização dos carros. Embora o drifting esteja muito presente em Forza Horizon 6, esses outros dois aspectos acabam decepcionando, provavelmente por questões de licenciamento.
O título oferece apenas as opções de personalização “padrão”, já conhecidas dos demais jogos da franquia, sem nada muito diferente.
O máximo de variação que se encontra são alguns carros do mercado de usados, que estão espalhados pelo mapa para compra, mas não há como criar um veículo único e totalmente personalizado.
A gameplay excelente de sempre

Não há muito o que mudar ou aprimorar na gameplay de Forza Horizon, ainda assim a Playground conseguiu deixar o que já era bom ainda melhor.
Dirigir em condições adversas, como em pista molhada, terra ou neve, parece um pouco mais desafiador, especialmente sem o carro adequado.
A melhor mudança, porém, é a nova animação de esterçamento do volante em 540º. É um detalhe simples, que já deveria ter sido implementado há tempos, mas que acrescenta uma sensação maior de realismo para quem joga em primeira pessoa.
Conclusão
Forza Horizon 6 conta com a qualidade já esperada de um título da série. O jogo corrigiu os erros de seu antecessor quanto à progressão, trazendo de volta o sistema de pulseiras e, apesar de algumas pequenas falhas, demonstra mais uma vez porque a franquia é a número um quando se trata de jogos de corrida arcade.
Forza Horizon 6 está disponível para Xbox Series X|S e PC, além de estar incluso no catálogo do Xbox Game Pass Ultimate e PC Game Pass.
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